Dicas

Sobre encontrar o caminho de volta

Eu esqueci de jogar as migalhas no caminho. Aquelas, sabe? Da tão famosa história de João e Maria? Eu que vivo em constante leitura de livros infantis (já que Graças a Deus e nossa dedicação, os meninos adoram o momento da leitura), percebi que essa metáfora cairia super bem por aqui.

Mas sem delongas ou simbolismos, eu realmente não consegui encontrar as migalhas. Já próximo do segundo mês sem escrever; percebi que simplesmente fui deixando acontecer. Eu vi que estava me afastando do caminho, vi que seria difícil me lembrar de como retornar, mas simplesmente segui a estrada. A avalanche da vida, os contratempos, a correria e os planos me afastaram de uma das coisas que eu mais gosto de fazer. E tudo bem.

Na verdade, não é tudo bem. Mas eu percebi que estava ocorrendo e permiti. Por que é isso que a gente faz, não é mesmo? Não é sempre, mas em grande parte das situações; enxergamos o que tá acontecendo. A gente percebe que não tá legal, não tá certo ou só não seguimos o combinado (o que no caso era minha meta comigo mesma, de que escreveria ao menos, um texto por semana), mas deixa acontecer.

Na primeira semana pensei: “ah, tudo bem. Uma semana difícil, muita coisa rolando, não vou conseguir parar para escrever.” E aí veio a segunda semana e lá estava eu de novo: “Putz, as coisas seguem intensas, não estou inspirada e nem me sentindo inspiradora. Deixa pra próxima”. E assim foi seguindo. Uma, duas, e já se foram seis semanas.

No começo eu enxerguei que estava sendo uma pessoa evoluída, sendo gentil comigo, já que ora bolas, somos tão cobradas o tempo todo de tudo, que tudo bem eu escolher qual pratinho deixaria cair (e decidir também se depois disso eu seguiria colando os cacos ou simplesmente optando por uma louça nova). Mas as semanas passaram, viraram um mês, dois e eu comecei a me dar conta de que se não tomasse nenhuma atitude, em breve contaria trimestre, quarter, até quem sabe, escrever o post tradicional do final do ano.

E assim eu me lembrei que não tem muito segredo. É óbvio assim mesmo. As coisas precisam de esforço e de dedicação. Tá tudo bem me permitir relaxar, mas ficará tudo bem deixar de lado algo que me faz bem e só depende de mim mesma?

Não me pareceu. E foi assim que esse texto surgiu. Não pensem que foi assim: de um dia para o outro eu percebi e ajustei a rota. Não foi. Eu tive que repetir mentalmente algumas vezes, que hoje era dia de escrever (e falei isso semana passada, falei ontem, até que hoje decidi, de fato, colocar em prática). Tive que parar um bom tempo e fazer acontecer. Tive que deixar minha série de lado, quando parte de mim me pedia por esse tempinho de relax. Mas eu tive certeza. Era hora de voltar. E isso não é por ninguém que não eu mesma. Não tem ninguém; uma mísera alma me cobrando estar aqui. Mas fiz porque precisava. Porque queria. Porque eu posso.

E você do lado daí? O que tá precisando colocar um impulso e fazer acontecer? Começa hoje, não espera mais não.

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