Reflexões

Perder mais o controle, para perder menos o controle.

Esse assunto vem vagando meus pensamentos e textos tem um tempo. Já escrevi algumas palavras, apaguei todas; reescrevi um parágrafo, deixei para depois. O fato é que acho que hoje chegou a hora! É preciso falar sobre perder o controle. Abrir mão. Deixar as situações acontecerem.

Esta aí uma coisa que pra mim é difícil pra caramba. Caramba mesmo. Amigas queridas psicólogas, ou em formação, me dirão que é preciso aprofundar o tema, mas enquanto eu não vaguei nenhum horário para terapia, vou usando meus textos para organizar um pouquinho do que passa aqui dentro. Para aprofundar algumas questões.

Eu gosto de ter o controle das situações. Gosto de planejar. Jamais (J-A-M-A-I-S) entenderei pessoas que viajam sem definir roteiros. Posso sim ter uma boa flexibilidade neles, mas vagar por aí sem dar uma mínima pesquisada ou definida em programação, pra mim é quase impossível (ok, na terapia eu estaria me enganando. É realmente impossível pra mim).

É preciso certa previsibilidade. É preciso um mínimo de ordem. Como dizem, “é meu jeitinho” e eu assumo. Sou aquela pessoa que adora um bom combinado. Mentalmente eu já organizo tudo o que precisa e fisicamente estarei com tudo pronto, mas não me venha mudar os planos de última hora. Isso mexe demais comigo. Dá quase que uma desestabilizada.

Acredito que é bem recente o fato de eu conseguir vivenciar finais de semana sem programação. Na verdade, eu acho que virou uma válvula de escape, um excelente ponto de equilíbrio. Como eu programo tudo demais o-tempo-todo, não definir o que farei aos sábados e domingos virou um bom respiro. E tem funcionado bem por aqui. Mas basta ter rotinas totalmente instáveis, já que as programações ou combinados não seguiram o roteiro, que o bicho pega (adoro pensar que tem uma geração inteira que não tem ideia de que esse termo é super usado. Ainda é super usado, certo?).

Foi num destes momentos de puro zoológico comendo solto que me veio um insight. Eu preciso perder mais o controle para perder menos o controle. Socorro. Mas é isso mesmo! Sou do tipo certinha, medrosa, totalmente racional e foi pensando nisso que achei que valeria inverter esse jogo. Me liberar mais, para sofrer menos. Quase como me permitir viver novas aventuras, ousar mais, abraçar novos perrengues (que não teriam acontecido, pois ou eu já teria previsto e antecipado as situações com meu planejamento, ou não teria nem encarado tal programação), para que no dia-a-dia e nas ações que podem me escapar às mãos, eu não fique tão tensa por perder o controle.

Porque afinal é isso. Controle mesmo, a gente não tem. Temos grandes planejamentos, enormes vontades e intenções. Mas o segundo seguinte, o próximo respiro, esse já não está nas nossas mãos.

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