Reflexões

Série: Coragem de mudar por Carol Fonseca

Fico super feliz de continuar as postagens com as histórias de coragem! Cada uma com um caminho diferente e todas inspiradoras! Essa é da Carol Fonseca, que foi indicada por uma amiga para escrever um pouco da sua trajetória, o que também é super legal! Continuar essa corrente e pedir para outras pessoas pararem e refletirem sobre esses caminhos! Estão todos convidados e se quiserem conhecer um pouco mais da Carol, é só clicar neste link.

“Sobre a coragem de mudar

Fui convidada pela querida Marina Braga pra escrever sobre a coragem de mudar pro blog Café e um Docinho e fiquei super animada!

Olhar pra mudança de vida que fiz sob a perspectiva da coragem me traz grande alegria! Nem sempre a vi desta forma. Algumas vezes tive a sensação de ter mudado “a fórceps”. Rsrs. Mas hoje percebo que demandou uma grande dose de coragem sim. E segue demandando coragem pra sustentar a mudança! Vou te contar do começo.

Em dezembro de 2016 fui diagnosticada com leucemia mieloide aguda. Estava bem, levando a vida e tudo o que eu tinha de sintoma “concreto” era tendinite no tornozelo. Hoje percebo que tinha bem mais do que isto. Tinha uma depressão que vinha me fazendo ver a vida super cinza há uns 4 meses.

Investigando a tendinite descobri uma leucemia. Fiz o tratamento com quimioterapia, a doença deu indícios de que estava voltando e, em 06 de julho de 2017, fiz um transplante de medula óssea. Uma grande revolução!

Na época, minhas filhas, Beatriz e Marina, estavam com 1,5 anos e 4,5 anos.

Todo o processo do tratamento foi um sucesso e isto me permite que eu te conte esta história! Gratidão que não cabe em mim!

Eu trabalhava há mais de 15 anos com pesquisa de mercado, em ambiente corporativo e horário comercial. Este modelo deixou de fazer sentido pra mim em 2012, quando nasceu Marina, minha filha mais velha. Embora eu amasse o que fazia profissionalmente, ficar longe dela por tantas horas não fazia sentido. Cheguei a pensar em não voltar pra empresa, em começar a trabalhar com algo que me desse mais liberdade pra estar com ela, mas não tive coragem de fazer esta mudança e acabei voltando.

Busquei muitas formas de me adaptar, mas esta distância era um sofrimento pra mim. Sentia viver duas vidas paralelas e não conseguia estar 100% em nenhuma delas.

Em 2014 a crise aumentou e pensei em sair, fiz processo de coaching pra começar a me programar pra transição e, como sabia do meu desejo de ter dois filhos, engravidei da Beatriz, que nasceu em julho de 2015. Novamente pensei que agora sim mudaria de vida profissionalmente! Agora sim teria coragem de encontrar um caminho no qual fosse mais tranquilo conciliar vida profissional e maternidade.

Acabei voltando pra empresa em fevereiro de 2016 com a proposta interna de me respeitar, de respeitar meus limites e me permitir levar uma vida mais tranquila e conciliar melhor os dois papéis que eram tão importante pra mim.

Não preciso dizer que falhei na missão: quando menos imaginei havia sido engolida por aquele modo de produção que me esgotava e me mantinha afastada das minhas meninas. Importante dizer que quem me impunha aquele ritmo desumano, em grande parte, era eu mesma. Muito crítica e exigente comigo mesma, além de extremamente comprometida com as pessoas com quem trabalho ou com quem me relaciono.

Então, acredito que precisei adoecer pra ter coragem de mudar. É claro que não adoeci só pra isto! Aprendi uma infinidade de coisas que não cabem aqui, mas que posso compartilhar com você em outro momento.

Me transformei e reinventei a partir daquele processo de tratamento e cura. Desde o dia que fui internada, em 12 de dezembro de 2016, tive certeza de que minha vida nunca mais seria a mesma. Me dar conta de que teria obrigatoriamente que ficar tanto tempo longe das minhas filhas me deu a certeza de que quero estar perto delas tanto quanto for possível! Quero acompanha-las de perto, vê-las crescer, dar espaço pra que se desenvolvam.

Enquanto me cuidava e me dedicava a me curar, fui tendo maior clareza do que é verdadeiramente importante pra mim, e percebendo que precisava abrir espaço pra estas coisas na minha vida. Que estas “coisas” precisariam estar no centro dela!

Comecei como “trainee” na empresa em que trabalhava (no tempo em que trainee era o estagiário contratado. Rsrs) e em dezembro de 2012 era gerente de planejamento e atendimento. Amava o que fazia e o fazia com todo o meu coração!

Fui percebendo que o que eu mais gostava de tudo o que fazia era de desenvolver pessoas, ou de dar espaço pra que elas se desenvolvessem. E assim, foi ficando claro que é isto que me toca o coração e é isto o que quero fazer:  dar suporte para que pessoas se desenvolvam. Ser um instrumento de transformação! É claro que isto inclui minhas filhas e todos os que cruzam o meu caminho, pessoal ou profissionalmente.

Com a clareza do caminho a ser seguido, aquele que me toca mais o coração e onde sei poder fazer diferença na vida das pessoas, fui me especializado neste florescimento humano. Fiz formação em coaching ontológico, curso de Thetahealing, Reiki, Cultivo de Equilíbrio Emocional, estudei comunicação não violenta, constelação sistêmica e sigo me aperfeiçoando pra dar suporte ao desenvolvimento das pessoas com as quais eu cruzar, qualquer que seja o formato desta relação ou interação.

Criei coragem para me desligar da empresa em maio de 2019 e hoje me dedico a conduzir processos de autoconhecimento, transformação e tomada de decisão, dando suporte para as pessoas que passam por momento de transformação.

Passei por uma série de transformações importantes também antes desta, me familiarizando com processos de mudança e passando a desejar apoiar pessoas que queiram viver transformações, ou que se vejam impelidas a mudarem, quer seja por movimentos profissionais, de relacionamento ou de saúde/ doença.

Isto não quer dizer que as mudanças sejam simples ou fáceis pra mim! Ao contrário! Tendo a me retrair cada vez que uma começa a aparecer, sentindo alguma insegurança, ansiedade… mas acabo percebendo que, resistindo ou não, as mudanças são inevitáveis, e acabo me entregando pro processo.

Muitas vezes mudar requer dar um passo acreditando que o chão se apresentará, que o caminho se abrirá! Um movimento de fé!

Mudança demanda coragem e sustentar a mudança também, porém, ficar onde se está com desconforto traz um grande desgaste de energia e vitalidade. O que você escolhe? Meu desejo é que você se conecte ao seu coração e intuição e encontre a coragem de fazer o movimento que eles pedem, fazendo o que for necessário pra viver uma vida plena e feliz!”

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