Há tempo que estou pensando em qual seria o meu fechamento deste ano. Voltei alguns textos, reli os meus aprendizados de 2020 (neste post aqui), fui até as intenções de 2021 (aqui) e segui por diversas vezes refletindo sobre qual seria o encerramento ideal para 2022.
Seria uma reflexão dos aprendizados importantes? Seria novamente colocar as intenções no papel? Começo esse texto sem ter uma direção clara, mas com a certeza de que é preciso começar. Talvez esse seja um caminho: dar movimento.
Faz tempo que quero mais movimento. Alguns foram bem conquistados; como conseguir de fato tornar o exercício físico um hábito. Sinto hoje o quanto me faz bem, me culpo menos por ter esse meu horário (ainda que só 2x na semana) e busco incorporar outras ações para evoluir ainda mais nisso. Ainda sobre movimento do corpo, tivemos um pequeno aprendendo a andar de bike sem rodinha e até mesmo eu me entreguei a bicicleta, mesmo sendo tão travada no começo (quem mandou aprender a andar na garagem do prédio, não é mesmo?).
Mexemos também na nossa casa, no nosso tão sonhado lar. Desenhamos, conquistamos, fizemos (ainda que com uma lista enorme de coisas a serem feitas – e nem estou contando as manutenções). Seguimos cheios de planos e vontades para ela e com a clareza de que ainda temos um caminho a percorrer, passo após passo.
Com certeza nos movimentamos ao encarar algumas excelentes viagens com as crianças. Hotel fazenda, casa de amigos, praia; bastante praia. Me dei conta do quanto vale a pena viver essas experiências. Como os perrengues ficam pequenos. Como as crianças se divertem e nós adultos nos reenergizamos (ainda que com grande parte do corpo exausta). Percebi também o quanto nosso quarteto é forte e quanto mais precisamos um do outro, mais podemos contar.
Movimentei muito as mãos! Decidi liberar o lado criativo e aquele que gosta de fazer, realizar e produzir. Fiz questão de deixar as surpresinhas sempre prontas nas mini viagens a trabalho, o grande calendário com atividades na viagem de casal. Me dediquei ao montar o piquenique de aniversário do Luluco (inventando caminhões de bombeiro, decoração dos doces e mais), mesa do aniversário do Pepeu em casa, bolo de dia das crianças, calendário do advento e até mesmo as lembrancinhas de natal deste ano foram “hand made”.
Mexemos em algumas rotinas. Algumas coisas porque queríamos, outras porque a vida nos entregou os caminhos. Demos tchau para a pepeta, para Janja, para as rotinas com o caçula em casa de manhã. Reajustamos rotas! Revisitamos padrões. Aceitamos e seguimos firmes.
Mantivemos a conexão com Deus, a fé inabalável, a confiança na palavra. Mantive ainda a minha palavra, e quase religiosamente, coloquei meus pensamentos, alegrias e angustias no meu diário. Dei chance também para outras palavras. Me rendi novamente aos livros (e agora ainda expandi as possibilidades com as versões virtuais).
Respeitei o tempo. O meu espaço. Os sentimentos. Me dei diversos momentos de consciência. Daqueles que eu sabia que precisava. Fosse um café com um docinho, uma ida até as pedras, um arranjo de flores, e até mesmo umas roupinhas novas. Valorizei as ações. As verdades e os significados.
Não acho que foi um ano fácil; não consigo dizer que foi tão difícil assim. Sei que me alimentou de esperança em um 2023 ainda melhor. Que foi repleto de boas memórias, grandes lições e muito amor no coração!