Reflexões

Mais um ano se passou. 365 dias. Muitas horas e minutos.

Foram praticamente 3 dias mentalizando o texto que eu queria para esse final de ciclo, mas que as férias das crianças + visita da família + trabalho + ausência de ajuda em casa, me fizeram postergar.

No fim, a pequena enrolação foi até boa, pois comecei pensando no texto como um resumo de aprendizados, bem semelhante ao que eu fiz em 2020, mas por mais que tenham tido vários, eu percebi uma vontade maior em definir o que eu quero para o próximo ano. E não. Não será uma lista de metas (e não estou tirando a importância delas para realizar objetivos e todo xalálá, ok?), mas não é o que eu quero para esse grand finale.

Eu quero mesmo é traçar algumas rotas. Decidir alguns caminhos e colocar minha energia em cada um deles. Quero ter clareza do que me importa, do que me faz bem e batalhar por isso. Quero fazer valer. O tempo. A mudança. A vida. Essa respirada rotineira que a gente tão fácil esquece de dar valor.

Porque no fim, um grande fechamento de 2021 é reconhecer que virei (tá, talvez não 100%, mas uma bela parte) dona da minha vida. E isso nada tem a ver com um caminho profissional e sim com uma escolha. Por assumir minha responsabilidade. Por parar de reclamar pelas adversidades ou situações e definir como eu quero estar em cada uma delas.

E não me entendam errado. Não é mais fácil. Não é glamuroso. Mas tem um poder enorme. O poder de definir o tamanho do impacto que as coisas que eu não controlo podem ter em mim. O poder de ser a responsável pelo meu gasto de energia – física e mental. O poder da confiança em dizer os nãos necessários pelo caminho. E como eles são fundamentais para tudo isso.

Esse ano foi quase uma provação. Eu jamais imaginei que mudaríamos de cidade. Mas foi isso, o ano em que arriscamos. Pensamos pouco e agimos demais para concretizar. Um ano de superação em segurar a saudade, mas definir novas raízes. De agradecer a Deus pelo tamanho do privilégio. De ver as crianças se divertindo, em contato com a natureza, com um ritmo mais desacelerado.

Sabíamos o quanto gostávamos do verde. Da calma e da paz. Mas não tínhamos noção real do bem que essa proximidade pode fazer. Que delícia. Que delícia é simplesmente ver o dia passar. Isso, o dia mesmo, sabe? Aquela coisa que começa com o sol nascendo, vai acontecendo com um almoço no caminho, um vento por aqui, talvez uma chuva, e que ao final da tarde, o sol vai sumindo, devagar, se escondendo, dando espaço para um espetáculo chamado “por do sol”, até que a noite chega, talvez com estrelas e lua, mas com certeza com uma calmaria conhecida (normalmente após a famosa hora da bruxa do jantar, banho e cama).

O saldo do ano definitivamente esteve em celebrar. Agradecer de verdade, sentir o quentinho do coração. O toque de Deus em nosso caminho. Se teve um conselho que eu levei para a vida, daqueles que a gente recebe no cartão de casamento, foi: “Não deixem as celebrações de lado! Parem e curtam os momentos. Permitam que eles deixem as marcas e grudem na memória”. E é sobre isso. Sobre não deixar as pequenas conquistas passarem em branco. De parar para celebrar e comemorar as ocasiões. Seja um novo cliente, seja uma conquista dos meninos, até mesmo as datas comemorativas padrão. Nós não deixamos passar em branco.

Se é para deixar um pedido para o ano que vem se aproximando: Seja gentil sem deixar de ser profundo. Seja potente e ainda mais especial! Pode vir 2022!

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