Reflexões

Na verdade, já está passando!

É preciso ter um pouco de cuidado com o tão falado “Vai passar”.

Sim, essa é uma das afirmações mais verdadeiras que eu conheço. De fato, vai passar. Mas normalmente nós associamos isso aos perrengues que vivemos, sem perceber o perigo que há em simplesmente esperar passar alguma dificuldade.

Quando pensamos que tal situação “vai passar”, não devemos assumir que basta ficarmos em inércia até isso acontecer e sabe por quê? Pois enquanto estamos esperando o “vai passar” as coisas vão mesmo passando!

Sim. Essa frase maravilhosamente bem escrita é pra dizer que, àquela coisinha de 4 letras, mais conhecida como VIDA, realmente passa no processo. Não só as dificuldades, mas todo o resto que acompanha.

E como muito do que eu escrevo vem do que sinto ou das situações que me ocorrem, estava eu plena em meu banho reconfortante, quando pensei que determinada situação vinha se alongando, desde o começo do ano. Eu me questionei quando as coisas retomariam, mas sabia lá no fundo que, tudo bem, isso ia passar.

Logo pensei, deve ser em breve, afinal tudo se assenta. Mas o clique me deu mesmo quando parei para ver o mês que estamos e, assim, sem perceber, vi que estamos praticamente no quarto mês do ano. QUARTO MÊS DO ANO! (alô que nem pular ondinhas eu pulei e já estamos aqui?!).

Na avalanche de mudanças e adaptações, eu me dei conta de que preciso ter cuidado com o tal “vitimismo” (e longe de mim ficar querendo comparar dor e sentimentos, tá?). Diante de uma situação ruim ou desconfortante, a tendência é voltar ao casulo enquanto isso ainda não passou. E tá certo? Pode até estar, mas sempre me lembro de um trecho de uma das minhas músicas preferidas da vida, Paciência de Lenine, que brilhantemente diz:

“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara”

A vida não para. Não me entendam mal. Não estou dizendo que a felicidade deve ser suprema, e que não devemos vivenciar esses momentos mais difíceis. Estou apenas afirmando que tá tudo bem sentir isso, mas é preciso se mover, é preciso encontrar as outras partes do todo. Aquelas que estão bem. Que estão conforme o previsto. Que estão de acordo.

Se tem mais alguém por aqui que é “profundo”, sabe do que estou falando. É fácil a gente se agarrar nesses sentimentos. Questionar tudo o tempo todo. Mas cada vez mais eu tenho certeza de que viver com leveza é uma decisão. Exige um esforço tremendo. Mas é possível. Há de ser possível.

Por isso, fica aqui a minha sugestão (que ninguém pediu, mas que eu dou mesmo assim, já que escrever é muito mais pra mim do que pro outro). Curte a música. Olha pro nada. Mas lembra de dosar o sentimento. Lembra de que tem muito mais envolvido. Lembra que mesmo na chuva, as flores e plantas agradecem. E a poça de água fica deliciosa para pular e brincar quando tudo isso passa.

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