Reflexões · Viagens

Avião com turbulência rumo à praia paradisíaca

Essa poderia ser a manchete de uma notícia recente do jornal, mas na verdade é como eu consegui descrever pra mim mesma uma viagem de férias com crianças pequenas.

Depois de quase 2 anos quietinhos por aqui e embora a gente hoje esteja morando numa forma completamente diferente de antes (e quase com o sentimento de “férias”, já que curtimos bastante a casa e natureza), decidimos tirar férias com as crianças!

Eba! Viajar para um hotel fazenda gostoso (já que ainda preferimos evitar avião, Covid e enclausuramento), muitas atividades diferentes, monitoria, comidas gostosas e pacote completo.

A viagem é quase isso tudo mesmo. Mas tem um pequeno, porém. A intensidade das coisas e das novidades vivenciadas. Explicar para uma criança que ela precisa ficar sentada na mesa enquanto tem um buffet gigantesco repleto de opções que ela não pode colocar a mão pode ser um tanto quanto desafiador.

Ou pedir para ela não correr no corredor, em horário algum, pois podem ter crianças dormindo nos quartos. Nem abrir e fechar 987653 vezes o cofre e frigobar. E parar de pular na cama non stop. Agora você pensa em tudo isso (e olha que nem listei o todo mesmo) e multiplica por dois, afinal, sou abençoada não apenas com um, mas com dois meninos deliciosos (e por isso agradeço todos os dias).

Isso tudo pode ser desafiador. Principalmente nos primeiros dias! Muita novidade, muita coisa diferente, muita alegria e excitação. Essa última parte pode ter um pouco a ver com o fato de termos falado algumas boas vezes de que iríamos viajar, e que no hotel as crianças sentam direito, e que no hotel elas brincam bastante, e que no hotel elas comem saudável para poder fazer tudo isso (alô, podem julgar). Talvez a gente tenha exagerado um pouco na animação prévia.

Mas, quando a gente começa a sentir o ritmo se ajustar. A nova rotina funcionar (mesmo que por uma semana) é quando a gente enxerga, ali da janelinha, que tem uma praia paradisíaca nos aguardando. Que mesmo com aquela tremedeira toda da aeronave, que mesmo quando deu aquela caída do avião que você sentiu o cinto apertar e o bumbum sair do assento, tudo isso vai valer a pena.

Ao ver a “paisagem” a gente percebe o poder das novas experiências, a importância das mudanças e adaptações. A gente se conecta profundamente. E começa a sorrir de orelha a orelha ao perceber tanta oportunidade nova.

Primeira vez no caiaque no lago com eles. Muito pula pula, passeio de trator (depois de termos vistos tantos deles por aqui) rumo a fazendinha cheia de bichos que eles ainda não conheciam. Um belo passeio pela horta. Um pequeno menino grande que agora fez uma atividade inteira sozinho na monitoria. Um outro descobridor que ficou ainda mais independente em tudo que faz.

Viajar com crianças pode ser desafiador e eu confesso que fui adiando um pouco esses momentos. Mas ter vivenciado cada coisinha dessas, me deixou com o maior desejo de quero mais.

Com certeza terão turbulências. Talvez algumas malas perdidas no caminho. Mas os sorrisos, as lembranças, elas sempre estarão por ali mostrando que basta a gente dar uma chance e se preparar para as próximas. Pois sim, no final, sempre vale a pena.

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