Reflexões

Série: Coragem de Mudar por Bel Rebouças

Pra dar continuidade a série, hoje vou subir mais um texto de uma amiga querida e hiper talentosa! Não tem um momento que eu não veja as criações dela e eu não morra de orgulho de todo esse processo que ela passou! Vale muito conhecer o seu trabalho neste link e ler o texto abaixo pra se inspirar também!

“Esse texto é a sobremesa (ou o café e um docinho) de um processo de mudança involuntário muito extenso e dolorido que passei. Sofri perdas sucessivas em menos de um ano, primeiro a saúde, depois o emprego e depois meu pai. Vivi um grande período de luto para elaborar meus sentimentos.

Nessa caminhada, eu reencontrei a arte. Desde pequena tenho paixão por ela, me formei em Design, vivi a arte que exala nas ruas de Londres, fui artesã quando me restavam horas vagas.

Eu me questionava se, para uma nova vida, eu conseguiria viver de arte. E quando falo sobre viver, é sobre viver mesmo e não sobreviver. Com todas as condições para usufruir de descansos, passeios, exercício físicos, alimentação correta, tempo para estar com quem eu amo e claro, trabalhar.

Mas a arte carrega muitas crenças limitantes como “arte não traz dinheiro”, “não dá futuro”, “isso é coisa de vagabundo”. Mas gente, a arte está presente nos primeiros anos de vida do ser humano, tem um papel fundamental na formação e desenvolvimento dos sentidos, sentimentos e auto estima. E aos poucos vamos esquecendo dessa prática e abandonando a nossa criança.

Bom, ainda na fase de recuperação e questionamentos, decidi me desafiar a um projeto onde faria, por mais de 3 meses, uma criação por dia. E aos poucos fui chegando em um estilo próprio.

“Quero um quadro seu e você pode fazer o que quiser” uma amiga pediu. Tava aí a oportunidade de traduzir em recortes de papel colorido o meu estilo.

O recorte e a colagem se tornaram uma característica do meu trabalho. As infinitas possibilidades de composição me trazem uma linda analogia às fases vida: construção, desconstrução e reconstrução. Criatividade para compor um novo cenário com os mesmos elementos.

Daquele quadro em diante, uma nova perspectiva se abriu: assumir meu lado artístico e me tornar arte empreendedora. Levar a arte para a vida das pessoas em forma de significado, cura e aprendizado.

Comecei a vender quadros, mais quadros e a cada mês, mais quadros. Recebo muitas mensagens diárias de reconhecimento e identificação.

Empreender significa abrir mão da segurança de ter uma carteira de trabalho assinada e diversos benefícios. Mas, no meu caso, vem preenchendo uma lacuna que me faltava: a vida.

www.belca.com.br

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