Dicas

Quando deixamos o vento conduzir

Hoje foi dia de acompanhar a aula de tênis dos meninos e pude ver de perto a ventania que dominava o espaço. Lindas, as árvores balançavam para lá e para cá à medida que o vento ia e vinha. No espaço, há árvores de todos os tipos: umas maiores, com troncos mais firmes, e outras menores, mais finas, mais leves.

Ainda assim, mesmo em suas diferenças, pude notar um mesmo comportamento: elas não resistem aos ventos, ao sopro da mudança do clima. Elas simplesmente acompanham o ritmo e se soltam para a dança.

Elas percebem os novos ares — afinal, é inevitável não perceber —, mas se entregam, aceitam o momento e seguem o fluxo. Em alguns momentos, elas se inclinam muito; em outros, nem tanto. Uma delas teve um galho quebrado, mas a verdade é que não faz muito sentido resistir.

Me peguei pensando em quantos momentos de mudança a gente tende a resistir, a demorar a se entregar. Fincamos o pé, colocamos o corpo rígido. Mas, ainda assim, não adianta: o vento vem mais forte — e pode ser lindo deixar o fluxo acontecer.

Deixe um comentário